Nascimento: 15/09/1823
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A história da Catedral Sant’Ana confunde-se com a própria origem da fé católica em Ponta Grossa. Em 15 de setembro de 1823, Dom Pedro I criou a Paróquia dedicada a Sant’Ana, inicialmente instalada na Capela da Telha, tornando-se a 9ª Paróquia do Estado do Paraná. Devido à localização pouco favorável, a comunidade foi transferida para o local onde hoje se encontra a Catedral.
No início, foi construída uma pequena e simples capela, com um altar singelo que abrigava a imagem de Sant’Ana. O primeiro vigário, Pe. José Pereira da Fonseca, esteve à frente da Paróquia entre 1825 e 1837, conduzindo os primeiros passos dessa comunidade de fé que, aos poucos, crescia juntamente com a cidade.
Ao longo do século XIX, a igreja passou por ampliações para acompanhar o desenvolvimento populacional. Em 1863, a antiga capela deu lugar a uma igreja maior e melhor estruturada. Diversos vigários assumiram a Paróquia ao longo dos anos, contribuindo para sua organização pastoral e espiritual. Em 1923, sob a condução do Pe. Martinho Weber, a Igreja Matriz foi totalmente reconstruída pelo arquiteto italiano Nicolau Ferigotti, adquirindo um aspecto imponente e tornando-se um marco arquitetônico e religioso, dominando do alto a paisagem urbana.
Com a criação da Diocese de Ponta Grossa, em 10 de maio de 1926, a Matriz de Sant’Ana foi elevada à categoria de Catedral, assumindo oficialmente seu papel como Igreja Mãe da Diocese. A partir desse momento, a Catedral tornou-se centro de referência para a vida religiosa, pastoral e administrativa da Igreja local.
Diante do crescimento da cidade e das novas necessidades pastorais, no final da década de 1970 iniciou-se o projeto da construção de uma nova Catedral. Após estudos, campanhas e decisões pastorais, a antiga Catedral foi demolida, dando lugar a uma nova edificação, mais ampla e preparada para acolher o povo de Deus dos tempos atuais.
Foram cerca de 30 anos de construção e reformas, marcados pelo esforço conjunto de bispos, padres, religiosos, lideranças leigas e milhares de fiéis. Esse longo processo foi coroado em 23 de julho de 2009, com a solene celebração de dedicação da Nova Igreja Catedral, presidida pelo Núncio Apostólico Dom Lorenzo Baldisseri, representante do Papa Bento XVI no Brasil, e pelo Bispo Diocesano Dom Sérgio Arthur Braschi, com a presença de bispos, clero, autoridades civis e grande participação do povo.
A atual Catedral Sant’Ana possui cerca de 2.250 m² de área interna, capacidade para 1.200 pessoas sentadas e uma altura total de 61,9 metros até a cruz. Seu subsolo abriga o ossário, o museu, espaços de apoio e estacionamento, consolidando-se como um importante centro religioso, cultural e histórico.
A construção da Catedral foi fruto da generosidade e da fé de milhares de pessoas, por meio da Ação Evangelizadora Nossa Igreja Mãe, que mobilizou toda a Diocese de Ponta Grossa. Essa campanha expressou a comunhão, a transparência e o espírito missionário da Igreja, envolvendo famílias, empresas, comunidades e até colaboradores de outros credos.
Hoje, a Catedral Sant’Ana é um símbolo de fé, acolhimento e unidade, referência da religiosidade católica nos Campos Gerais e importante ponto do turismo religioso da região. Como Igreja Mãe, permanece aberta a todos, acolhendo filhos e filhas de Deus que buscam conforto, esperança e a intercessão de Sant’Ana.
Este memorial registra a caminhada de fé, perseverança e amor que construiu a Catedral Sant’Ana, testemunho vivo da história da Igreja e do povo de Ponta Grossa.
Texto adaptado da fonte original: https://www.diocesepontagrossa.org.br/paroquia/paroquia-sant-ana--catedral-ponta-grossa-centro