Memórias que atravessam o tempo.
Homenagem a João Cilson Alves Recebeu este nome por ter nascido às vésperas do Dia de São João, em 23 de junho de 1959. Mas, sempre foi chamado e conhecido pelo segundo nome, Cilson. Certa vez, em viagem, fez uma ligação a cobrar para sua mãe, por intermédio de uma telefonista que o identificou como João. A sua própria mãe disse que não conhecia nenhum João. (risos) Cilson foi o caçula de uma família de 6 irmãos, e por conta disso, acabou sendo mimado por todos. Estudou no colégio militar em Curitiba. Teve oportunidades não só de estudo, mas de conhecer muitas outras coisas, lugares, comidas, cidades... Gostava de músicas e de poesias, participou do primeiro Rock in Rio no Brasil, em 1985, assistia aos melhores programas da televisão brasileira, era um leitor voraz. Tinha opinião própria a respeito dos mais variados assuntos. Uma excelente memória e por conta disso, boas conversas com ele, era o que não faltava. Solteiro convicto. Não teve filhos porque dizia que era um imortal, o que na sua concepção significava que não tinha aonde cair morto. (risos) Foi um filho, um irmão, um tio, um vizinho, um amigo muito amoroso com todos. Sempre educado, simpático e pronto pra uma festa! A melhor companhia pra um churrasco, uma cerveja ou simplesmente pra se devorar uma bacia de pipoca. Amou e foi muito amado por toda a sua família. Faleceu aos 58 anos. Valeu por toda sua alegria, seu carinho, seus ensinamentos, sua amizade, seu amor!! Guardaremos para sempre as melhores lembranças! Amamos você, lindão!!
Escrevemos não apenas com palavras, mas com o coração inteiro. Lerron Santiago chegou aos seus 63 anos deixando uma história que vai muito além do jornalismo. Ele foi um homem de escuta atenta, de escrita firme e de compromisso com a verdade, mas, acima de tudo, foi marido, pai, amigo e porto seguro. Para Marlucia, foi companheiro de vida, de sonhos divididos, de conversas longas e silêncios confortáveis. Para Lucas e Mayara, foi exemplo — de caráter, de sensibilidade, de coragem para enfrentar o mundo com dignidade. Em casa, Lerron não era apenas o jornalista respeitado, mas o pai presente, o conselheiro, o riso que acalmava e a palavra que orientava. Também era um botafoguense apaixonado e encontrava alegria nas boas músicas de flashback, que embalavam momentos simples e especiais, cheios de memória e afeto. No jornalismo, deixou sua marca com ética, responsabilidade e humanidade. Acreditava no poder da informação, na força das histórias bem contadas e no respeito às pessoas por trás das notícias. Fora dele, deixou algo ainda maior: amor. A saudade é imensa, mas maior ainda é o orgulho de ter caminhado ao lado de um homem tão íntegro. Lerron vive em cada ensinamento, em cada memória, em cada valor que seguirá sendo passado adiante. Com amor eterno, sua esposa Marlucia e seus filhos, Lucas e Mayara.
Irene Lopes viveu cerca de 78 anos, deixando uma história marcada pela fé, pela resistência e pelo cuidado com o próximo. Mulher negra, de origem simples e vida sofrida, construiu sua trajetória com coragem diante das dificuldades e com um coração sempre aberto para ajudar quem precisasse. Conhecida como benzedeira, Irene foi, para muitas pessoas, fonte de conforto, esperança e cura espiritual. Em sua casa simples, acolhia dores, angústias e pedidos de oração, oferecendo palavras de fé, gestos de carinho e bênçãos transmitidas de geração em geração. Seu dom era exercido com humildade, sem esperar nada em troca, movido apenas pelo amor ao próximo. Foi mãe de seis filhos, a quem criou com esforço, ensinando valores como respeito, honestidade e fé. Tornou-se viúva ainda em vida ativa, assumindo sozinha a responsabilidade pela família, sem jamais perder a dignidade ou a esperança. Mesmo enfrentando perdas, cansaços e limitações, nunca deixou de cuidar dos outros. Irene era conhecida pela força silenciosa, pelo olhar atento e pela palavra que acalmava. Sua presença era acolhedora, e sua história se confundia com a da comunidade onde viveu. Ajudou muitas pessoas não apenas com suas rezas, mas com conselhos, escuta e gestos simples que faziam grande diferença. Sua vida foi marcada pela simplicidade, pela fé profunda e pela entrega ao serviço do bem. Irene Lopes partiu deixando saudade, gratidão e um legado de amor que permanece vivo na memória de seus filhos, familiares, amigos e de todos que foram tocados por sua bondade. Este memorial eterniza a história de uma mulher forte, que transformou dor em cuidado, fé em esperança e vida em legado.
Nos despedimos de um homem que deixou marcas profundas em nossas vidas e em muitos lugares que passou. José Maria Fioravante, ou Fioravante, como era conhecido, foi muito mais do que um pai, esposo e trabalhador incansável, foi um exemplo de força, dignidade e amor. Sua história foi marcada por lutas e superações. De origem simples, nascido na Lapa/Pr, construiu com as próprias mãos não apenas casas, mas também uma vida de honra e respeito. Em Ponta Grossa, tornou-se um construtor reconhecido pela competência e dedicação, sempre guiado por princípios de justiça, honestidade e trabalho duro. Pai de seis filhos, viveu para a família com amor e entrega. Apaixonado pelo Santos Futebol Clube, torcia com a alma. Devoto fiel de Nossa Senhora Aparecida, carregava fé no coração e esperança no olhar. Mesmo após sua partida, Fioravante continua vivo em nossa memória, em nossos gestos e em tudo que ele nos ensinou. A saudade é grande, mas maior ainda é a gratidão por tudo que ele representou em nossas vidas. Com amor eterno, sua família. “Saudades eternas de um homem que fez do trabalho sua missão e da família sua razão.”
Homenagem a Salustiano Alves Nasceu em 05 de maio de 1912 na localidade de Socavão na cidade de Castro/PR, aprendeu a ser forte ainda criança quando aos 7anos de idade, perdeu sua mãe. Desde criança também teve que trabalhar para ajudar no sustento da família, nas fazendas da região com o cuidado dos animais, com plantações e colheitas. Aos 40 anos mudou- se para Ponta Grossa, para trabalhar na construção civil. Doze anos mais tarde foi para Curitiba, onde faleceu em 1.999. Casou-se com o seu primeiro, grande e único amor, Balbina Alves, sua companheira de 65 anos, com a qual formou uma família maravilhosa. Foram 8 filhos ( 2 falecidos, ainda crianças) e 14 netos. Foi um exemplo de homem trabalhador, de uma honestidade ímpar, e um coração disposto a cuidar, proteger e ajudar todos a sua volta. Na sua casa, nem sempre a mesa foi farta, mas a sua generosidade jamais negou um prato de comida ou bom café com pão para quem batesse a sua porta com fome. Um avô carinhoso que jogava bola com seus netos. Só não podiam acertar as árvores do quintal, senão tinha bronca na certa! Contava histórias de lobisomem, boitatá, de um homem que durante uma briga de facão perdeu o nariz e depois colou ao contrário e cada vez que chovia ele se afogava. Inventava tudo isso só pra ver os olhinhos brilhantes e provocar as gargalhadas mais gostosas dos seus netos e netas. Além disto, seu hobby era assistir as novelas ao lado de sua companheira e acompanhar as corridas de cavalo no Jóquei Clube aos domingos. Seu Salustiano cumpriu sua missão com muita dignidade, amor e bondade, mas acima de tudo com muita fé em Deus. E o coração dos seus familiares se alegra por tantas lembranças maravilhosas que ficarão para sempre na memória de cada um. Saudades e gratidão, eternas!!
Homenagem à Balbina Alves Nasceu em 29 de junho de 1914 na região de Catanduvas em Castro/ PR. Morou em Ponta Grossa e depois em Curitiba, onde faleceu em 2009. Foi casada com Salustiano Alves por 65 anos. Depois da partida do seu grande amor, viveu por mais 10 anos ao lado da família. Órfã de mãe aos 11 anos e de pai aos 17, teve que aprender a lutar por sua sobrevivência, sofreu muito!! Mas, missão dada é missão cumprida!! Apesar destas experiências dolorosas e outras tantas que a vida lhe impôs, aprendeu a ser uma mulher guerreira. Com uma fé inabalável, superou muitos obstáculos, venceu grandes desafios para defender a paz e a união de sua família. Mesmo nunca tendo frequentado uma escola, aprendeu tudo que precisava com a vida através da sua força de vontade, sua inteligência nata e tornou-se uma costureira de mão cheia, o que ajudou no sustento da família! Com seus 95 anos e meio de vida, Dona Balbina acompanhou, não só boa parte da história do nosso País , mas também toda a evolução e a transformação da sociedade como um todo. E com muita sabedoria, serenidade, equilíbrio e sensibilidade demostrou total compreensão e respeito em todos os sentidos. Era de uma lucidez espetacular!! As melhores comidas, as balas mais gostosas, as melhores conversas, as melhores risadas, os melhores abraços, os beijos mais doces, os olhares mais carinhosos... sempre serão os seus!! Dona Balbina foi a mãe, a avó, a bisavó, a amiga, a comadre, a vizinha mais doce deste mundo! Gratidão pela convivência e por todo aprendizado! Te amamos pra sempre!!
Homenagem a Gustavo de Lima Gonçalves Gustavo nasceu no dia 06/11/2000, em Pará de Minas- MG, filho de Patrícia do Carmo Lima Gonçalves e Vanderci Gonçalves, tendo 2 irmãos, Raiane e Vinícius. Desde muito pequeno, já era apaixonado por cavalos e outros animais, cuidando sempre com carinho deles. Sempre viveu sua vida, correndo atrás de seu sonho, que era de domar cavalos, fazer provas de cavalos, marcha, e mais recente, estava aprendendo sobre ranch sorting. Adorava cavalgadas com os amigos, mesmo trabalhando o dia inteiro com os cavalos, ainda tinha disposição para andar a cavalo. Era um verdadeiro apaixonado por cavalos. Ainda bem jovem, teve um relacionamento, que lhe deu uma filha Gabrielly, como muitos dizem de coração, mas era muito além do que isso, desde o nascimento dela, eles tiveram uma ligação muito forte, e como ela sempre falou “Meu papai é o Gustavo”. Hoje com 6 anos de idade. Mais tarde, em outro relacionamento, nasceu seu filho “Matheus”, hoje com 2 anos, e já apresenta gostos muito parecidos com o do Pai, tendo já criança um gosto pelos animais e principalmente cavalos. Gustavo amava seus filhos e apesar de novo, estava cada dia mais aprendendo a cuidar deles, e entender que ele era um exemplo para ambos e a ter responsabilidades. Apesar de ainda ser muito jovem, Gustavo foi uma pessoa que sempre estava rodeado por amigos, sendo muito querido e amado, pela sua família e amigos. Não tinha uma hora que ele não estivesse acompanhado, querendo sair e aproveitar a vida, como se tivesse uma urgência em viver e curtir. Gustavo tinha um espirito muito festeiro, e brincalhão com todos. Faleceu no dia 21/11/2025, com 25 anos que havia completado a 15 dias, antes do seu falecimento. No dia do velório e sepultamento, havia centenas de amigos e familiares, que prestaram homenagens a ele, fazendo uma motociata, dos amigos motoqueiros. Outra homenagem dos amigos cavaleiros que lhe concederam a honra de ser enterrado com a bandeira do CTE Fábrica da Marcha. Alguns depoimentos postados no instagram: “Sei que, de algum jeito, você ainda está por aí, talvez em algum lugar que não conseguimos alcançar, mas com a certeza de que sua energia e o que você foi para nós permanecem vivo em nossos corações” (poeiroes-mg) “obgd por todos os momentos que tivemos juntos, você sim era leal, e puro, você vai deixar a mo saudade para todos, de nós só restou lembranças boas ...”. (mcrroficiall7) “... A sua passagem pelo mundo foi breve, mas a marca que você deixou é eterna. Guardaremos para sempre seu sorriso, sua bondade e todo amor que nos ofereceu sem pedir nada em troca.” (Simone) “Sem dúvidas quando eu pensar em você, vou lembrar que você me ensinou a aproveitar a vida com menos preocupações, a não ficar triste e olhar o lado bom das coisas e principalmente que tudo é motivo para beber.” (Marina) Apesar de ainda ser jovem, você distribuiu amor, carinho, respeito, amizade, companheirismo, acolhimento, honestidade, e muitas outras qualidades, que sempre superaram os defeitos, que como qualquer outro também tinha. Eu, aqui sua mãe, escrevo estas palavras para poder te homenagear e fazer com que você jamais, seja esquecido, pois você foi um filho muito amado, eu sempre te dizia, Gustavo dá um oi no zap, porque assim eu sei que você tá bem, levantou, foi trabalhar, mas você às vezes nem falava e quando eu cobrava você falava “tá bom mãe”, mas sua urgência em viver, não permitia essas preocupações que para você pareciam desnecessárias. Como não gostava que ficassem preocupados com você, sempre querendo ser independente. Mas o que nos acalenta o coração e ver que você havia se tornado uma pessoa de bem, querida e amada por muitos a sua volta. No momento tá difícil passar por tudo isso, mas quero que você descanse em paz, e siga cuidando de todos aí de cima, como cuidava, porque aqui vamos cuidar dos seus filhos com muito amor e carinho. E cuida da Tia Regina aí em cima por nós, que tenho certeza que ela também está cuidando de você. Sua família te ama muito. Te amarei eternamente, enquanto eu viver e além dessa vida, até o infinito. ❤️ ⭐
Irene nasceu em Pinhalão, no Paraná, e ainda muito jovem mudou-se para a Califórnia. A caçula de seis irmãos, foi ali que viveu, estudou e construiu sua família. Conheceu José Martins Filho, com quem se casou e teve três filhas. Mais tarde, já morando em Ponta Grossa , com as filhas já adultas, adotou um menino, ampliando ainda mais seu coração materno. Moça bonita, alegre e cheia de vida, Irene gostava de dançar e valorizava cada momento vivido. Muito vaidosa, estava sempre bem arrumada, perfumada e maquiada. Amava nadar, frequentar a academia, cantar no coral da UATI e jogar baralho (pontinho), especialmente na companhia das filhas e das irmãs. Foi uma esposa dedicada, atenciosa e amorosa. Tinha muitas amigas, conquistadas por seu carisma e bondade — todas gostavam muito dela. Sempre que possível, reunia-se com as irmãs, seja para visitas na casa umas das outras ou em viagens. Juntas, divertiam-se muito e receberam carinhosamente o apelido de “Teletubbies”. Irene foi uma excelente mãe e avó de oito netos e netas. Uma mãe amiga, companheira, sempre pronta a oferecer os melhores conselhos. Também fazia o melhor pão caseiro e a melhor maionese de batatas. Mulher de fé e oração, foi catequista, leiga consagrada da Copiosa Redenção, Ministra Extraordinária da Eucaristia e muito devota de São Padre Pio. Participava assiduamente das Santas Missas, da novena do Perpétuo Socorro e de grupos de oração, que tanto amava. Desde muito jovem enfrentou sérios problemas de saúde, especialmente relacionados à bexiga e aos rins, o que deu início a uma longa caminhada de tratamentos, cirurgias e medicações. Sempre buscou todos os cuidados possíveis para preservar sua saúde. Contudo, seu último ano de vida foi especialmente difícil. Iniciou a hemodiálise e passou por internações mensais, sofrendo intensamente. Na última internação, em 14 de dezembro de 2019, seu corpo já não respondia mais aos tratamentos. Foi encaminhada à UTI, onde permaneceu até 19 de fevereiro de 2020, quando veio a falecer. Irene deixou como maior legado o amor à família. A saudade é e sempre será uma constante para todos que ficaram. Com gratidão e eterna saudade, de sua família. "Aqueles que amamos nunca morrem, apenas partem antes de nós."
*Memorial de Modelo* Edson Arantes foi um homem que construiu sua história com as próprias mãos, com dignidade, coragem e muito amor pela família. Homem negro, trabalhador incansável, fez do esforço diário a base para garantir um futuro melhor aos seus. Desde cedo aprendeu que o trabalho era mais do que sustento: era caráter, exemplo e honra. Enfrentou desafios, superou dificuldades e nunca deixou que o cansaço fosse maior do que sua vontade de vencer. Onde passava, deixava respeito, simplicidade e a certeza de que tudo o que fazia era com verdade. Como pai, foi presença firme e protetora, ensinando com atitudes mais do que com palavras. Como avô, foi colo, conselho e sorriso fácil — aquele que contava histórias, orientava com carinho e deixava lembranças que o tempo jamais apagará. Edson acreditava no valor da família, no trabalho honesto e na união. Seu legado não está apenas no que construiu materialmente, mas nos princípios que deixou vivos em cada filho, neto e pessoa que teve o privilégio de caminhar ao seu lado. Hoje, sua ausência é sentida, mas sua história permanece. Porque homens como Edson Arantes não partem — eles se eternizam na memória, no exemplo e no amor que deixam. ????️ Presente para sempre.
*Memorial de Modelo* Pedro dos Santos, nascido em Curitiba, viveu seus 79 anos com intensidade, alegria e muita paixão pela vida. Pai dedicado de três filhos, ele sempre fez da família o seu alicerce e a sua maior conquista. Apaixonado por esportes, Pedro acreditava que o movimento mantinha a alma jovem. Era comum vê-lo acompanhando partidas, caminhando pelas praças da cidade ou compartilhando histórias de grandes atletas. Seu coração batia mais forte pelo Coritiba, time que acompanhou fielmente desde a juventude — dias de vitória, de saudade e de esperança renovada a cada campeonato. Homem simples, generoso e de conversa fácil, Pedro tinha o dom de transformar encontros em boas lembranças. Era admirado pela sua disposição, seu bom humor e pela forma carinhosa como acolhia todos ao seu redor. Frase que o representa: "A vida é feita de passos firmes, boas histórias e pessoas que valem a pena."
Nascido em Ponta Grossa, João da Silva sempre carregou consigo o orgulho de suas raízes. Torcedor apaixonado do Operário Ferroviário, acompanhou o time com entusiasmo por toda a vida — do rádio aos estádios, jamais deixou de vibrar. Homem de coração generoso, tinha na família seu maior tesouro. Pai dedicado de três filhos, viveu momentos inesquecíveis ao lado deles e também de Max, seu fiel companheiro de quatro patas, que lhe trazia alegria diária. Devoto de Santo Expedito, João cultivava fé e gratidão em cada etapa da vida. Apaixonado por Fórmula 1, não perdia uma corrida, sempre torcendo e comentando cada detalhe com brilho nos olhos. João partiu deixando saudade, mas também um legado de amor, simplicidade, fé e paixão pelas coisas que o faziam feliz. Sua história segue viva em cada memória compartilhada. Sua frase era: “Fui feliz porque tive minha família por perto, fé no coração e paixões que me acompanharam a vida toda.”
'Homenagem por uma graça.' Biografia Corina Antonieta Pereira Portugal nasceu no dia 17 de janeiro de 1869 no Rio de Janeiro. Era filha de Deolinda Fazenda Pereira Portugal e do médico Antônio Fernandes Pereira Portugal. Aos três anos de idade, Corina ficou órfã da mãe e recebeu por um tempo os cuidados da avó. Após o falecimento da avó, foi cuidada por uma tia. Aos 15 anos de idade Corina Portugal conheceu o farmacêutico Alfredo Marques de Campos, onze anos mais velho, e logo depois casaram-se em 1885 e foram morar no bairro do Realengo. Como a condição financeira do casal não era das melhores, em busca de trabalho mudaram-se para Ponta Grossa, na região dos Campos Gerais do Paraná. Alfredo alugou uma casa próxima a igreja matriz e tinha a intenção de abrir uma farmácia no centro de Ponta Grossa. Procurou o médico Dr. Dória, João Menezes Dória, que era seu conhecido e acabou o ajudando a abrir a Farmácia Campos. Assassinato Corina sofria com a violência doméstica e relatava seu sofrimento em cartas que enviava para o pai, onde contava os maus-tratos e as ameaças recebidas. O marido era dependente de álcool e jogos de azar, descontado na esposa suas frustrações. Na noite de 26 de abril de 1889, Alfredo, após uma violenta discussão, matou a esposa com 32 golpes de punhal. Alfredo alegava que Corina mantinha relações extraconjugais com o Dr. Dória. Com a ajuda do advogado Dr. Vicente Machado, Alfredo Marques de Campos conseguiu absolvição. Dória, então, foi viver Curitiba, de onde passou a escrever sobre o caso. Contou com o apoio do pai de Corina, que enviou as cartas escritas pela filha, nas quais ela contava sobre as agressões e acusações recebidas. Mesmo com as novas provas, o farmacêutico acabou absolvido em todos os tribunais. Mesma sorte não teve com a população, que dessa vez percebeu a falsidade em torno do suposto adultério. Alfredo Campos mudou-se para Minas Gerais e, pouco tempo depois, a notícia do assassinato da esposa chegou até o local onde se estabeleceu. Dessa vez, condenado pela opinião pública, suicidou-se. Quando estava em um hotel no Rio de Janeiro, deu um tiro na cabeça, em setembro de 1895. Deixou um bilhete onde dizia: "morro por estar farto de sofrer". Lenda, misticismo e cultura popular Cemitério São José, em Ponta Grossa, onde está o túmulo de Corina Portugal. Corina foi enterrada no Cemitério Municipal São José de Ponta Grossa, no túmulo número 1258. Com o passar do tempo sua história tornou-se lenda. Corina adquiriu fama de santidade e seu túmulo tornou-se um local de visitação pública, onde pessoas deixam placas de agradecimento por graças alcançadas, bilhetes com pedidos, terços, flores e inúmeras velas acessas. É o túmulo mais visitado no cemitério e é até mesmo considerado "ponto turístico". Para os devotos, Corina Portugal é uma guardiã das mães aflitas e auxiliadora das esposas que não são aceitas e compreendidas pelos maridos. Túmulo de Corina Portugal Placas de agradecimento fixadas no túmulo Oração no túmulo Corina Portugal não teve filhos e como sua família era do Rio de Janeiro, voluntárias começaram a cuidar de seu túmulo e a rezar por sua alma. Certo dia, uma mulher por nome de Maria, que também sofria violência doméstica, temendo por sua morte, rezou no túmulo de Corina e pediu para que a falecida intercedesse por sua vida e que seu marido mudasse de comportamento. No dia seguinte, o marido de Maria parou com o alcoolismo e se tornou um bom homem. A notícia da graça alcançada fez com que outras mulheres também procurassem o túmulo de Corina no cemitério São José e rezassem. Vários anos se passaram e o prefeito Major Manoel Vicente Bittencourt, que governou a cidade entre 1892 e 1895, mandou alguns funcionários retirarem corpos do antigo cemitério São João para a abertura de uma rua. Quando estes operários estavam escavando os ossos, eles encontraram o corpo de Corina Portugal intacto e seu semblante parecia o rosto de uma santa. Então estes funcionários chamaram um padre, que pediu para que os trabalhadores ficassem quietos, porém, como são poucas as criaturas que sabem guardar segredos o povo logo soube da novidade. Desta maneira o corpo da santa foi transferido para o cemitério São José, onde seu túmulo é muito visitado nos dias de finados. O túmulo de Corina Portugal possui um valor simbólico muito importante para a cultura de Ponta Grossa e as romarias no seu entorno são passadas de geração para geração, criando um verdadeiro espaço de devoção. O túmulo é uma construção de concreto considerada simples e pequena. Possui aproximadamente um metro de altura, com a capacidade de abrigar somente um corpo. A estrutura é coberta com um reboco irregular e uma pintura sempre de tom claro que está constantemente sendo retocada por voluntários. Há ainda uma antiga placa preservada, com o nome de Corina, e as datas de nascimento e morte. Josué Corrêa Fernandes recebeu de uma devota o pedido para que escrevesse uma oração para a Corina. A devota acrescentou ao texto a necessidade de fazer cem cópias da oração e deixar sobre o túmulo da santa em caso do pedido atendido, o que logo se tornou um costume local. Josué Corrêa Fernandes escreveu um livro contando a história de Corina Portugal. A primeira edição Corina Portugal: Histórias de Sangue e Luz foi publicada em 1999 e a segunda edição em 2007. A memória de Corina também foi adaptada em diversas publicações, ganhando cordel, música, peças de teatro e até radionovela transmitida por uma emissora local. Em 2016 a professora da Universidade Estadual de Ponta Grossa, Dione Navarro, lançou o livro Corina Portugal: súplicas e respostas, obra que reúne o trabalho de pesquisa junto a devotos, com depoimentos e histórias de vida de fiéis. Em 2019 uma devota muito católica recebeu uma carta do Papa Francisco e na carta o pontífice relata que recebeu da devota um exemplar do livro da história de Corina Portugal. A devota participou de um encontro com o bispo Dom Sérgio Arthur Braschi, afirmando que, embora Corina Portugal seja uma santa não-canônica, a Igreja Católica tem interesse em iniciar o processo de beatificação, a tornando "serva de Deus". Referências: «A cidade: Túmulo de Corina Portugal». Prefeitura Municipal de Ponta Grossa. Consultado em 21 de novembro de 2021 Gisele Barão (10 de outubro de 2015). «Corina, a santa popular dos Campos Gerais». Gazeta do Povo. Consultado em 21 de novembro de 2021 Maura Regina Petruski (2012). «Eu oro, tu oras, eles oram para Corina Portugal». Revista Brasileira de História das Religiões. Departamento de História da Universidade Estadual de Maringá. Consultado em 21 de novembro de 2021 «Paraná: mitos e lendas». Academia Paranaense de Letras. Consultado em 21 de novembro de 2021
Marcos era o filho número 14 de uma família de 16 irmãos sendo 12 mulheres e 4 homens e 1 menino morreu ainda bebe, seguiram vivendo em 15 irmãos vivos, filho de Antonio Betinardi e Nilda Dalprá Betinardi, de descendência italiana, nasceu em Colombo e perdeu o pai ainda pequeno, viveu até adulto na região da colônia Roseira, de família grande quando se fala de tios e primos. Ele sempre foi tratado como o caçula da família, foi muito paparicado, era o Marquinhos (adulado pelas irmãs mais velhas), menino muito bonzinho mas em suas histórias sempre aparecia algumas traquinagens normal de criança. Não gostava de estudar, era obrigação pra ele. Quando jovem começou trabalhar numa empresa de material de construção do primo Hamilton. Lá ele desenvolveu muito o lado comercial, se destacava por sua competência, organização e responsabilidade. Foi então que em 1987 ele recebeu a proposta para ser sócio de uma empresa em Ponta Grossa (pedras São Thomé) Ele corajoso e arrojado aceitou, vendeu um terreno e pinheiros que eram da sua herança e levantou o dinheiro para se associar. Em Ponta Grossa passou a morar e trabalhar no mesmo lugar da empresa, e nos fins de semana ia pra casa passar com a família. Logo conheceu a Angela e em 6 de janeiro de 1990 se casaram, marido apaixonado e pai de três filhos, era orgulhoso, presença firme e afetuoso na vida da família, ficaram casados por 30 amos. Homem de fé, fazia questão que a família estivesse reunida para ir à missa todos os domingos e também participava das novenas nas quarta-feira Torcedor fiel do Coritiba, apaixonado por música, samba e pagode sendo seu estilo favorito, adorava cantar e tocar seus instrumentos como pandeiro e outros, ele animava a festa, era alegria e diversão onde estava. Churrasco, ele era apaixonado e fazia muito bem, o melhor, ficava brabo se demorasse pra servir. Um homem de visão e corajoso não demorou muito pra comprar a parte do seu sócio e se tornou um empresário conhecido e reconhecido pelo seu trabalho, determinação e honestidade. Com o passar do tempo a empresa passou a ser considerada referência no ramo de marmoraria e pedras decorativas em Ponta Grossa e do Paraná. Sempre muito querido pelos amigos e clientes, um homem sério e ao mesmo tempo extremamente educado e gentil com diziam. Seu nome está eternizado nas pedras que moldou e nas amizades que construiu ao longo de 35 anos da empresa, com alegria, dedicação e respeito. Marcos deixou saudade imensa, mas também um legado de honestidade, trabalho, amor e fé. Seu exemplo seguirá vivo em todos que tiveram o privilégio de conhecê-lo. Com gratidão e eterna saudade, de sua família. “Aqueles que amamos nunca morrem, apenas partem antes de nós.”